Qual é a origem da língua portuguesa?

O português vem do galego?

«[…] Enfim: todos nós que dizemos falar português e todos os que dizem falar galego falamos qualquer coisa que teve origem nos falares da Galécia, ali no noroeste da Península. Durante séculos, o latim trazido pelos soldados e colonos romanos e adquirido por toda a população foi sofrendo transformações — não as podemos ver em tempo real, porque ninguém as registava ou escrevia, mas, muitos séculos depois, quando finalmente a língua começou a ser escrita, havia nesse território uma língua já formada, com verbos próprios, com formas próprias, com características que a identificam e a distinguem das outras línguas em redor.

O que chamavam as pessoas a essa língua que já era, em muitos aspectos, a nossa? Não lhe chamavam nem galego nem português: chamavam-lhe linguagem, com toda a probabilidade. Era a língua do povo. Nós, agora, olhando para trás, podemos chamar-lhe «português», o que não deixa de ser anacrónico, ou «galego», o que não deixa de assustar algumas almas mais sensíveis, ou «galego-português», para agradar a gregos e a troianos (como se esses fossem para aqui chamados). Na escrita, durante todos esses séculos do primeiro milénio, o latim continuou rei e senhor.

Quando Portugal se tornou independente, começámos a usar a língua que existia no território, que era ainda apenas o Norte. Não a escolhemos de imediato, pois nos primeiros tempos o latim ainda foi a língua oficial. Mas, devagar, a língua que era de facto falada começou a infiltrar-se nos textos escritos, às vezes de forma imperceptível, outras vezes de forma mais clara. Continuar lendo “Qual é a origem da língua portuguesa?”

Galícia, o irmão gêmeo distante do português

Rafael Scapella: «ERRATA. A maior cidade da Galícia é Vigo e não Santiago de Compostela. Essa é a Galiza ou Galícia, uma comunidade autônoma da Espanha, onde além do espanhol se fala o galego, uma língua irmã do português. O idioma falado aqui, o galego é quase perfeitamente entendido por falantes do português. De fato, há até linguistas que argumentam que o galego e o português deveriam ser classificados como variedades do mesmo idioma e não como línguas distintas.»

Manual Escolar português usa referência bibliográfica galega

O manual da Porto Editora para ensino secundário utiliza o livro de Marco Neves, “ O galego é o português são a mesma língua?”, editado pela Através Editora em 2019.

«O manual escolar usa o estudo de Marco Neves “O galego é o português são a mesma língua?” para documentar o tema arredor de literatura trovadoresca, em particular para a contextualizão histórica-literária. E aí explicasse para as crianças: “Tudo indica que a nossa língua começou nesse noroeste da Península, muito antes da criação de Portugal. Ninguém lhe daria nome, mas como estamos na Galécia, podemos falar de galécio -ou galego.

Quando chegamos ao século XII, a língua na rua era o tal galego, designado pelos seus falantes usando a palavra “linguagem” -era a língua da fala dos galegos e dos novíssimos portugueses. (…)”».

Source: Manual Escolar português usa referência bibliográfica da Através Editora

O Centro Camões em Vigo abre inscrições para os Cursos de Língua Portuguesa – Outono 2021

«O centro Camões de Vigo abre as inscrições para os cursos de outono de língua portuguesa, nos níveis A2, B1, B2, C1 e C2. Os cursos de língua portuguesa destinam-se a quem queira iniciar a aprendizagem da Língua Portuguesa ou que já tenha conhecimentos prévios e que pretenda consolidar a sua proficiência linguística em Português. As aulas serão orientadas e organizadas segundo os Programas de Português Língua Estrangeira do Camões, I.P. e de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas […]».

Cf. PGL

Bieito Romero: “Sou galego até o Mondego”

«Sou galego, ai, sou galego. Sou galego até o Mondego… Así di parte do retrouso dunha canción moi popular en Portugal hai xa algúns anos, e certamente coñecín moitos portugueses que pensaban e pensan así. O Mondego é único río importante portugués que non nace en territorio español, faino na serra da Estrela a case 1.500 metros de altitude para desembocar no Atlántico, na fermosa cidade de Figueira da Foz, distrito de Coimbra. E esa é a parte da canción que o famoso fadista e compositor contemporáneo Paulo Bragança gravou.

Sen querer meterme en polémicas ou en fonduras de carácter pasional, eu estou de acordo na irmandade galaico portuguesa con todo o significado histórico que ten e o que supón. Particularmente cada vez que vou a Portugal, síntome como se estivese na casa por moitos motivos que para min son obvios. O idioma é un deles e mesmo pasar varios días alí, sérveme para perfeccionar o meu propio galego. A paisaxe e a cultura son semellantes en moitos aspectos, a gastronomía é marabillosa, variada, abundante e aquí xa temos outro grande parecido con nós. O comportamento social e o carácter hospitalario dos portugueses é semellante ao noso, así como tamén as súas músicas tan directamente conexionadas coas nosas tanto en ritmos coma en instrumentos.

Así pois, resulta difícil trazar fronteiras, en realidade, tampouco estou seguro de que as haxa. Dentro desta nova fase do desconfinamento da pandemia no 2021 volvemos de novo aos escenarios con Luar Na Lubre, e de novo achegámonos a Portugal. Estivemos nun importante evento chamado Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo (Festim) e actuamos no cine teatro de Estarreja, distrito de Aveiro na rexión centro e tamén en O cinema de Oliveira de Azeméis no mesmo distrito. As entradas esgotáronse para escoitar e vivir a nosa música galega nos dous espazos cun público que gozou tanto coma nós con eles. Sentímonos queridos falando o mesmo idioma, compartindo momentos marabillosos intensos e entrañables con músicas e xantares nesta terra irmán da que eu xa teño saudades e gañas de volver o antes posible».

Cf. La Voz de Galicia

Português, amor à primeira vista

«“Amor à primeira vista”, eis o título do vídeo e da campanha para encorajar o alunado para escolherem português no seu centro.
A DPG lança um vídeo em múltiplas plataformas e redes sociais que esperamos atinja grande parte do alunado.

“O meu co português foi um match total “ linguagem informal, formatos novos a campanha através das redes sociais busca a cumplicidade da juventude porque afinal , não é a todos que o português nos seduz?
Amor ou o nome que hoje lhe quisermos dar às sensações de prazer que aquilo nos desperta, essa tal conexão, dopamina para o nosso cérebro, ligações neuronais inesperadas…. Pronto, cá está a língua portuguesa na sua melhor aproximação, mais um caso de “amor à primeira vista”».

Cf. DPGaliza

Serán válidos os documentos galegos oficiais escritos en portugués

«[…] A proposición non de lei (PNL) a prol da igualdade das linguas que chegou ao Congreso da man da Mesa pola Normalización Lingüística e outras entidades que traballan a favor do éuscaro, o catalán, o valenciano, o asturiano ou o aragonés -Plataforma per la Llengua, Òmnium Cultural, Kontseilua, Nogará, Ciemen, Iniciativa pol Asturianu, Escola Valenciana e Acció Cultural del País Valencià- agardáballe un percorrido cativo ante a imposibilidade de sumar os apoios de PSOE e PP. Viuse no debate do pleno do martes, onde estes partidos esgrimiron razóns como a «inconstitucionalidade» ou o puro ánimo de «confrontación estéril» para non sumarse ao proxecto. O diálogo non daba froito, e as posturas semellaban incompatibles. O respaldo de BNG, Unidas Podemos, ERC, EH Bildu, PNV, Junts per Catalunya, PDECat, CUP, Más País, Equo e Compromís non alcanzaba.

[…]

Así ocorreu. E foi a maneira de que se lograra este xoves no Congreso a aprobación parcial da proposición non de lei, o que A Mesa pola Normalización Lingüística considera «un pequeno paso cara á igualdade» e o respecto do plurilingüismo en España, que debe ratificarse co seu desenvolvemento por parte do Estado. Neste sentido, o Parlamento instará ao Goberno central a recoñecer a pertinencia e a necesidade de facer oficial o galego nos territorios das comunidades de Asturias e Castela e León onde se fala -Occidente Asturiano, León e Zamora-, espazos nos que debe ademais favorecerse o seu emprego. Do mesmo xeito, e atendendo ao que recolle a carta europea das linguas rexionais e minorizadas, aprobouse permitir a validez en Galicia de documentos oficiais escritos en portugués -na medida en que ambas linguas integran o mesmo sistema lingüístico- e tamén a reciprocidade na recepción de radio e televisión.

E, en última instancia, o Congreso acordou demandar un «respecto real» ao galego -e demais linguas cooficiais- baseado no dereito de uso e no deber de coñecemento, o que abre o camiño para a igualdade xurídica plena das linguas. Este punto foi aprobado cos votos a favor de todos os partido políticos (PSOE e PP incluídos), agás Vox. A importancia deste aspecto, apunta A Mesa, reside na novidade do deber -que asistía ao castelán- con respecto ao galego, o que garantirá a obriga dos funcionarios do Estado de coñecer o galego e de atender desde a Administración estatal en Galicia calquera reclamación ou documento que estea redactado en galego. […]».

Cf. La Voz de Galicia (12/03/2021)