Ruben Martins: ‘O galego vai salvar-se no português? A situação linguística na Galiza’

‘Santiago de Compostela ouviu a “Grândola” do Zeca [Afonso] primeiro que todos os outros lugares: a 10 de Maio de 1972, o português José Afonso, que considerava a Galiza a sua “pátria espiritual”, tocou por ali a canção que se tornou num importante símbolo da Revolução de Abril. Hoje, a poucos metros do lugar onde o cantautor apresentou as estrofes «O povo é quem mais ordena dentro de ti, ó cidade», está lá, há pouco mais de uma década, um parque imortalizado com o seu nome. O sentimento de José Afonso pela população que habita no Noroeste peninsular ficou registado num pequeno discurso que fez antes de interpretar “Achégate a mim, maruxa”, a 23 de Fevereiro de 1980, na Sociedade de Instrução e Recreio de Carreço, nos arredores de Viana do Castelo. O espectáculo, gravado em disco, permite-nos recordar cada palavra do que ali se disse há mais de 40 anos: «A Galiza (…) pertence à mesma realidade cultural que Portugal, sobretudo o Norte de Portugal; mas por artes de berliques e berloques, partilhas, lutas entre senhores feudais, hoje existe uma fronteira a separar povos que têm praticamente a mesma língua e que são, aliás, muitíssimo semelhantes, até na sensibilidade. Portanto, os galegos falam galego, ou seja, galaico-português, e não castelhano. Infelizmente, durante a ditadura franquista, tudo foi feito para que os galegos se envergonhassem da língua que falavam”.

Sobre o uso de galego na rúa

Semella que hai trece anos na visión que tiña a xuventude do galego non o incluía como ferramenta para situarse con vantaxe no mundo. Nos últimos anos a Lei Paz Andrade, mellorábel na súa configuración e aínda máis na súa implantación no ensino secundario, non tivo tempo nin recursos para mudar esta situación. Por iso nace a asociación DGAP, para divulgar que o galego é unha plataforma innegábel desde a que estudar portugués e así converter os cidadáns galegos en privilexiados comunicadores no ámbito da lusofonía e da hispanofonía a un tempo. Un recurso desaproveitado desde sempre debido a unha visión empobrecida do que a nosa cultura é.

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«FICHA DO DOCUMENTÁRIO NO AVG: http://culturagalega.gal/avg/producci…

SINOPSE (GALEGO RAG): En que idioma fala a mocidade e por que? Perduran os estereótipos? Existe conflito por culpa da lingua? Que lle falta ao galego para estar normalizado? Este documentario profundiza na cuestión sociolingüística a través da xente nova, da primeira xeración da historia que tivo o galego como lingua oficial, co convencemento de que as experiencias e opinións desta xeración son a chave para entendermos o estado actual da lingua e os retos para o futuro.

SINOPSE (GALEGO INTERNACIONAL): Em que idioma fala a mocidade e porquê? Perduram os estereótipos? Existe conflito por culpa da língua? Que lhe falta ao galego para estar normalizado? Este documentário profundiza na questom sociolinguística através da gente nova, da primeira geraçom da história que tivo o galego como língua oficial, com o convencimento de que as experiências e opiniões desta geraçom som a chave para entendermos o estado actual da língua e os retos para o futuro.»

Cf. Telegaliza

Conclusións do III Congreso de Estudos Internacionais de Galicia “Galicia e a lusofonía diante dos desafíos globais”

«Galiza e a Lusofonia perante os desafios globais”

Ponte Vedra, 27 e 28 de março de 2019

1. Num mundo cada vez mais globalizado e interconectado, as relações históricas da Galiza com Portugal e os territórios intercontinentais de língua oficial portuguesa, situam-nos ante uma oportunidade histórica para a paradiplomacia e ação internacional galega. Os desafios globais do século XXI encontram na nossa língua, e na nossa identidade, ferramentas com capacidade de retorno e criação de oportunidades para a nossa sociedade.

2. Existe uma relação cada vez mais indivisível entre linguagem, economia e comunicação. A interação da linguagem dentro das relações económicas e culturais permite a fluidez da cooperação e o desenvolvimento de projetos conjuntos, sendo um elemento facilitador. A Galiza e o mundo lusófono têm esta vantagem comparativa. A lingua é, portanto, um ativo para as relações comerciais e económicas no mundo de hoje. O III Congresso de Estudos Internacionais da Galiza achegou-se a estas perspetivas com o objetivo de promover uma visão integral.

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