«Lula e Galicia na construción da lusofonía»

«[…] A posibilidade dun punto de inflexión na dinámica da CPLP, un impulso cara diante e un novo namoro entre o Brasil e África será relevante para Galicia. Próximos a cumprir o décimo aniversario da aprobación por unanimidade no Parlamento de Galicia da coñecida como Lei Paz Andrade (Lei 1/2014, do 24 de marzo, para o aproveitamento da lingua portuguesa e vínculos coa lusofonía), a nova etapa que agora abrirá a maior organización lusófona pode ser un novo escenario idóneo para desenvolver a Lei en Galicia con máis intensidade.

Grandes proxectos dos que se fala desde hai anos, como a Casa da Lusofonía, o Observatorio da Lusofonía Paz Andrade (no que traballa a Xunta, derivada da Lei de Acción Exterior e Cooperación ao Desenvolvemento), ou os mecanismos de participación de Galicia na CPLP, (agora que España é observador asociado recoñecendo o peso de Galicia neste proceso), poden ter unha nova onda de oportunidades para maximizar as posibilidades do retorno das nosas accións en todos estos países, que suman os 250 millóns de habitantes…

Non obstante, o prioritario (como no conxunto da prolífica acción exterior de Galicia) é ordear e poñer en común todo o que xa se está facer desde a Xunta, as cidades, as Deputacións. Sumar forzas coa sociedade e trazar unha folla de ruta que máis alá das palabras e os titulares traia novas enerxías ao noso modelo de desenvolvemento do futuro. Poucas cousas darían máis sentido a caracterización de nacionalidade histórica no Estatuto […]».

Cf. IGADI

Banda desenhada luso-galega sobre José Afonso publicada esta semana

JOSE AFONSO
«Alguns episódios da vida de José Afonso são contados numa banda desenhada luso-galega, de Teresa Moure e Maria João Worm, editada esta semana, quando se assinalam os 94 anos do nascimento do cantautor português.

“Balada do Desterro — Zeca Afonso” sai com o selo da editora portuguesa Tradisom, mas resulta de uma parceria com a editora galega aCentral Folque, da qual partiu a ideia do projeto editorial, como contou à Lusa o editor José Moças.

O livro foi escrito pela autora galega Teresa Moure, docente na Universidade de Santiago de Compostela, e desenhado pela portuguesa Maria João Worm.

Nas últimas páginas de “Balada do Desterro” é explicado que este livro romanceia a vida de José Afonso: “Todo o escrito numa ficção é necessariamente falso. Pode apoiar-se documentalmente em livros de investigação, em eventos realmente sucedidos, em entrevistas, nas lembranças dos vivos, mas é falso. Menciona figuras reais, mas é falso. Tenta seguir o rigor do acontecido, mas está condenado a ser falso”.

A narrativa segue uma cronologia da vida de José Afonso, mas equilibra-se sobretudo entre a relação com África, em particular com Moçambique, e com a Galiza, em Espanha, cujo apreço pela música do cantautor português permanece até à atualidade.

Cruzando ficção e realidade, as autoras desta banda desenhada sublinham ainda a figura feminina na vida do músico, nomeadamente com referência às duas filhas, que teve com duas mulheres, ou com a ilustração das músicas “Teresa Torga” e “As sete mulheres do Minho”.

Com um trabalho visual que se assemelha a um teatro de sombras, “Balada do Desterro” faz ainda referência à censura do Estado Novo, à prisão de José Afonso em Caxias, à revolução de 25 de Abril de 1974, à importância de “Grândola, Vila Morena”, tanto em Portugal como na Galiza.

No livro, José Afonso é retratado como tendo um “caráter melancólico”, que vivia os concertos como “se fosse colocado numa montra para a contemplação pública”, que adorava Joan Baez, Bob Dylan e Jacques Brel, mas que detestava “modas e modernices”.

Na nota de apresentação de “Balada do Desterro”, Teresa Moure e Maria João Worm dizem sentir “fascínio por aquele homem que cantava causas políticas”.

“Mas, entre palavras e silhuetas, ambas tecem uma rede para sustentar um Zeca mais íntimo do que habitualmente os seus camaradas lembram”, refere a Tradisom.

José Afonso nasceu em 02 de agosto de 1929, em Aveiro, começou a cantar enquanto estudante em Coimbra, tendo gravado os primeiros discos no início dos anos 1950 com fados de Coimbra.

Considerado um nome incontornável da música portuguesa do século XX, José Afonso gravou, entre outros, os álbuns “Cantigas do Maio” (1971), “Venham Mais Cinco” (1973), “Coro dos Tribunais” (1974) e “Com as Minhas Tamanquinhas” (1976), que têm vindo a ser reeditados.

Autor de “Grândola, Vila Morena”, uma das canções escolhidas para senha da Revolução de Abril de 1974, José Afonso morreu em 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, de esclerose lateral amiotrófica.

SS (JRS) // TDI

Lusa/Fim»

Cf. Sapo Notícias

Investimentos de Portugal na Galiza

Inversion de Portugal La Voz de Galicia
Inversion de Portugal La Voz de Galicia
La Voz de Galicia, 19 de xuño de 2023

«Un 12 % del capital que procede de fuera tiene sede en paraísos fiscales. Dicen los portugueses que «onde non hai fariña todo é riña». Tal vez por eso, la relación de vecindad que mantienen las economías de Galicia y Portugal, en especial con la región norte…»


Cf. “Uno de cada tres euros de inversión extranjera en Galicia llega de Portugal”, La Voz de Galicia

Na memória de Astrud Gilberto

Astrud Gilberto

«Astrud Gilberto, nascida Astrud Evangelina Weinert (Salvador, 29 de março de 1940Filadélfia, 5 de junho de 2023), foi uma cantora brasileira de bossa nova e jazz de fama internacional.

Casada com João Gilberto entre 1959 e 1964, foi o seu grande incentivador a vencer seu medo de palco[1] e em 1963, mesmo ainda sendo uma cantora amadora na época, e pelo seu inglês excelente (seu pai era professor de línguas),[2] foi a primeira que gravou a versão em inglês de Garota de Ipanema,[3] a segunda música mais gravada de todos os tempos.[4]

Com sua carreira construida quase completamente no exterior, é amplamente mais conhecida fora do país, fato com o qual já desabafou uma vez.[1][5]» (cf. Wikipédia).

Aberto prazo de inscrição para cursos aPorto, de imersão linguística e formação intensiva em Portugal

aporto 2023

«O aPorto entra na sua fase de inscrição. Há três modalidades:

A) O aPorto Clássico ou Padrão, que decorrerá de  7 a 11 de agosto;

B) O curso aPorto Docentes decorrerá de 24 a 28 de julho, para o Nível A2 e de 31 de julho a 4 de agosto para o Nível B1. Esta modalidade, idealizada para o professorado do ensino público, permite homologar 30 horas de formação;

C) O aPorto Noturno, que decorre de 14 a 18 de agosto, onde não há aulas de manhã, mas diversas atividades para se mergulhar no português e na sociedade da cidade invicta à tarde-noite.

As aulas decorrem na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. E, de tarde, há um programa com atividades difíceis de frequentar para um turista, como uma oficina de música tradicional ou uma visita guiada ao Museu de Serralves, há uma grande preocupação de, fazendo escolhas criteriosas, transformar eventos mais acessíveis em momentos exclusivos. A escolha da peça certa numa noite de teatro ou do restaurante que não vem nos roteiros para um jantar, fazem da experiência aPorto algo muito diferente do turismo convencional. Acresce ainda a constante interação com as e os portuenses motivada pela natureza das atividades. Por exemplo, a UNICEPE, uma cooperativa livreira, organizando atividades exclusivas para a comunidade aPorto.

O curso aPorto, incluindo as aulas, as atividades lúdico-culturais, dois jantares e dois livros (os manuais de língua: O Dicionário Visual Através e “Estou a estudar o português”, do professor Valentim Fagim) tem um preço de 265 euros.

Para pessoas desempregadas, reformadas, estudantes, associadas da Agal, filiadas da CIG e ex-alunas e ex-alunos, o preço é de 225 euros.

Quem fizer duas semanas seguidas poderá usufruir do desconto na segunda semana. Ainda, se alguma das pessoas inscritas para o aPorto Clássico quiser levar um acompanhante que frequente apenas as atividades socioculturais, o preço extra é de 60 euros (a incluir os dois jantares).»

Cf. PGL

10 de xuño: Dia de Camões no Círculo de Artesáns da Coruña

Por segundo ano celebraremos o dia de Camões no Círculo de Artesãos da Corunha (também conhecido por Circo de Artesáns e com nome oficial de Sociedad Recreativa e Instructiva de Artesanos), sociedade fundada em 1846 e sempre sediada na rua Sto. André, número 36, da cidade de Hércules. O evento de novo conta com a colaboração da revista Palavra Comum.

Com esta instituição, a mais velha da Galiza e uma das mais antigas de Espanha na sua categoria, tivo colaborado um dos grandes vultos do teatro e a cultura galegas no século XX: Jenaro Marinhas del Valhe. Nas suas palavras nos apoiamos para defender a necessidade de celebrar Camões e com ele o interesse dos galegos polos clássicos portugueses:

«Havemos de acentuar a nossa atenção sobre as publicações dedicadas aos escritores clássicos da literatura portuguesa, já que atingem marcadamente a nossa própria literatura galega. Toda literatura que se preze assenta-se sobres um seu período de madurez que apelidamos clássico, e a ele deve dirigir a mirada todo o que pretenda estudá-la ou ocupar um lugar no estamento das letras. Mas não de nenhum jeito para imobilizar-se nos seus esquemas ou cânones estilísticos, unicamente para não se perder de si, para não outrizar-se em expressões estranhas».

E nos mesmo quadro de referencias, o professor Marinhas fazia constar dous aspetos muito relevantes da História da literatura galega, que poucas vezes se reconhece como faz falta: que carecemos de clássicos próprios e que os nossos maiores vultos literários se têm expressado total ou maioritariamente em castelhano.

Todas estas razões, e outras mais, muito melhor exprimidas foram já gravadas por mim na homenagem a Jenaro Marinhas de 2008:

‘O que está a faltar’: mais língua portuguesa na escola?

«Valentín García, secretario xeral de Política Lingüística, e Eliseu Mera, diretor do IES Plurilíngüe de Valga e vice-presidente da Associaçom Galega da Língua (AGAL) conversárom recentemente sobre a progressiva e ainda tímida introduçom do português nas aulas, analisando a oportunidade de avançar com o português em todos os centros do ensino, uma oportunidade que nem o galego como língua nem os galegos como pessoas deviam desaproveitar, pois tornaria a nossa sociedade numa privilegiada em termos idiomáticos.

Esta conversa forma parte dunha série de conversas promovidas pola AGAL e realizadas por Nós Televisión que refletem sobre o ensino do/em galego sob o mote “Ensino do Galego. O que está a faltar?”. A iniciativa contou com o apoio económico da Deputación da Coruña […]».

Cf. PGL