A lusofonía, unha “vantaxe competitiva” para a economía galega

Daniel González Palau e Álvaro Xosé López Mira

“Nun mundo cada vez máis globalizado e interconectado, as relacións históricas de Galicia con Portugal e os territorios intercontinentais de lingua oficial portuguesa sitúannos diante dunha oportunidade histórica”. Esta é unha das principais conclusións recollidas no libro Galicia e a lusofonía diante dos desafíos globais, resultado do III Congreso de Estudos Internacionais de Galicia, que o pasado mes de marzo promoveron na Facultade de Ciencias Sociais e da Comunicación a Área de Ciencia Política e da Administración-Observatorio da Gobernanza G3 e o Instituto Galego de Análise e Documentación Internacional (Igadi). Editado polo Servizo de Publicacións da Universidade de Vigo, o volume reúne as achegas de preto de 20 expertos e expertas de diferentes países e pon o foco na “vantaxe competitiva, empresarial, comercial, cultural, deportiva, social e cooperativa” que para Galicia supón o espazo da lusofonía, unha comunidade integrada por preto de 260 millóns de persoas.

Coordinado polos codirectores do congreso, os investigadores do Observatorio da Gobernanza Celso Cancela e Álvaro Xosé López Mira e o director do Igadi, Daniel González Palau, o volume pon de relevo nas súas conclusións a necesidade de “tomar medidas urxentes para materializar estas vantaxes comparativas”, sinalando como un dos “retos inmediatos” a potenciación do ensino da lingua portuguesa en Galicia.

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Morangos com Açúcar para adoçar o português dos galegos

«[…] “Amorodos com azucre.” Este seria o título da série juvenil portuguesa “Morangos com Açúcar” na língua galega. É com essa informação que arranca a aula de português dada no final do primeiro episódio da série que começou a ser transmitida pela Televisión de Galicia. Com legendas em galego, Morangos Com Açúcar é a primeira ficção transmitida em português no canal. O objectivo é simples: pôr a Galiza a falar português e fortalecer as ligações entre as duas regiões […].»

Cf. Público

Porque querem os galegos ver televisão portuguesa?

Marco Neves

«[…] Este pedido não é novidade: a transmissão das nossas televisões lá por cima está prevista na Lei Paz-Andrade (em galego: «Lei nº 1/2014, do 24 de marzo, para o aproveitamento da lingua portuguesa e vínculos coa lusofonia»), aprovada em 2014 pelo Parlamento da Galiza — por unanimidade! Todos os partidos, da esquerda à direita, concordaram: querem ver televisão portuguesa na Galiza e querem o ensino do português nas escolas galegas. O certo é que a lei não teve muitos efeitos — o que o acordo assinado pelo BNG e o PSOE prevê é a aplicação das normas já aprovadas (o acordo prevê, na sua versão em galego, «facilitar a execución dos acordos do Congreso e do Parlamento galego para a recepción en Galicia das radios e televisións portuguesas»).

Talvez estes pedidos surpreendam muitos portugueses. Mas são naturais. O galego e o português estão tão próximos que, na Galiza, há uma antiga discussão sobre se são ou não a mesma língua. Sejam ou não, o certo é que um galego compreende um português sem grandes dificuldades (principalmente, diga-se, se o português falar um sotaque do Norte). Incentivar o ensino do português e a transmissão das nossas televisões na Galiza permite aos galegos aproveitar a sua própria língua para comunicar com todos os falantes de português, que ainda são uns quantos.

Para nós, é uma surpresa. Mas não devia ser: a nossa língua tem origem no que já se falava no noroeste da Península no momento em que Afonso Henriques se tornou rei de Portugal. Era uma língua que não se chamava português (os falantes chamar-lhe-iam «linguagem») e que se falava no que é hoje a Galiza e o Norte de Portugal […].»

Cf. Certas Palavras ~ Publicação de Marco Neves sobre línguas e outras viagens

Galiza e Portugal, a fronteira do idioma | Enrique Sáez

galiza lusofona

«[…] O portugués deriva do antigo galego, mal que lle pese a algúns en Portugal, e aínda son linguas moi similares. Os que falamos galego e tivemos que traballar en países lusófonos sabemos que, en poucos días, comezamos a comunicamos con naturalidade, aínda que chegar a escribir o portugués custe algo máis (felizmente temos correctores de texto), e no mundo dos negocios falar o idioma do outro é unha enorme vantaxe. Pola súa parte, a xente nova formada en galego, cando viaxa, descobre que se comunica ben, por exemplo, cos brasileiros e os caboverdianos.

Sería fácil e tería moi pouco custo que en Galiza os estudantes saísen da formación escolar cun bo nivel de portugués, como unha curta derivación do estudo do galego. Falarían un idioma oficial da Unión Europea que ten máis usuarios que o francés, o alemán ou o ruso. Mais iso choca con obstáculos mentais (o idioma internacional de España é o castelán) e institucionais. Dentro do ríxido esquema normativo da educación, o portugués non é “lingua propia”, é “lingua estranxeira” e aprendela non é cousa de seis meses senón de cinco anos, o que xustifica moitas horas de profesores cualificados. Aínda que, para os galegos, o idioma luso sexa algo así como “semipropio”. Que mala sorte!, unha categoría inexistente.

Por culpa de rixideces inmateriais Galicia desperdicia a mellor e máis barata oportunidade que ten para ser máis internacional e competitiva.

[…] Este tema vai ser central en Galiza neste 2020 que chega con eleccións autonómicas e que foi dedicado pola Real Academia Galega ao profesor Ricardo Carvalho Calero, quen en vida defendeu a aproximación entre o galego e o portugués. Se conseguimos avanzar por ese camiño, evitaremos a perda de galegofalantes, teremos máis xente coa que compartillar ideas y sentimentos e seremos máis eficaces comprando e vendendo polo mundo adiante […].»

Cf. Orixinal en castelán: “Galicia y Portugal, la frontera del idioma”.

Comedia – Diferenzas / Diferenças entre o galego e o portugués / português brasileiro

Conversa 1 de chibi iasumiña e chibi mautrinho. Ligazón ao blog: http://aprendegallego.blogspot.com.es… Este vídeo trata de xeito divertido algunhas das diferenzas do galego e do portugués. Se ten éxito e vos gusta subireimos máis e mellor realizados! Sempre mellorando, ho! XD Créditos: – Isto foi unha idea orixinal do usuario do YouTube mavtross (mavetse35): – Creación dos debuxos e animación do vídeo feito pola usuaria do YouTube Yasumi AndTheWolf (aprendegallego – GaleonDasRias) – Guión elaborado por mavtross e Yasumi – Adhesión dos subtítulos feito por mavtross – Creación desta entrada coa súa información feito por Yasumi.

Teresa Carro: «Alcançar a utopia: português na Galiza»

Este ano académico começa com uma novidade histórica no sistema de ensino público da Galiza, estou a falar do facto de termos, pela primeira vez, professores de língua portuguesa oficialmente reconhecidos como tal. Se já há uns anos que os nossos estudantes podem escolher como língua estrangeira o português, também é certo, e de justiça, dizer que esta matéria estava a ser lecionada por pessoas que tinham um empenho particular em desempenhar esta tarefa, fosse pelos motivos que fossem.

A estes professores que iniciaram o ensino do português no secundário só temos muito a agradecer por terem aberto este caminho e por terem sido capazes de solucionar todos os entraves que a administração colocou e tenta colocar todos os dias para que o português no secundário não seja uma realidade. Este grupo de docentes foi pioneiro no seu trabalho e por isso deve ser reconhecido.

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Marco Neves: “Espero abrir os olhos aos leitores portugueses para a proximidade real entre o português e o galego”

A Através editora, chancela editorial da AGAL, desejava desde quase o seu início publicar um livro sobre a questão identitária da nossa língua, na Galiza, mas de uma ótica portuguesa. Então apareceu um dos melhores candidatos, Marco Neves, professor na Universidade Nova de Lisboa, tradutor, autor de vários livros de divulgação linguística e do imperdível blogue, para os amantes do facto linguístico, Certas Palavras.

Marco, o título do livro é uma pergunta. Dá para ser respondida com uma sílaba ou precisamos de mais?

Dá para ser respondida com uma sílaba — é o que muitos fazem na Galiza quer a sílaba seja «sim» quer seja «não». Em Portugal, dificilmente encontramos alguém que tenha uma resposta tão rápida… Caímos, facilmente, num «não» hesitante, que será a resposta mais óbvia a uma pergunta que raramente ouvimos. Depois, há também casos em que a pergunta é incómoda. Ora, neste livro, tento mostrar a razão por que há quem faça a pergunta, o que — espero — irá abrir os olhos aos leitores portugueses para a proximidade real entre o português e o galego. Ou seja, sim, podemos responder à pergunta com uma sílaba, mas eu proponho mais umas quantas sílabas antes de chegarmos a alguma conclusão. Estou em crer que essas sílabas extra serão uma boa surpresa.

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Fernando Venâncio: «Mas não devia custarnos tanto assumir que nos exprimimos numa variante de galego»

Fernando Venâncio e Xavier Alcalá em Bruxelas

«Falamos português, não vamos agora mudar o nome à língua. Mas não devia custarnos tanto assumir que nos exprimimos numa variante de galego. Por uma questão de justiça histórica, por respeito pelo nosso passado». O linguísta portugués Fernando Venáncio (Mértola, 1944) dá unha entrevista á veterana revista portuguesa Ler, editada polo Círculo de Lectores, mentres anuncia un libro para o outono vindeiro sobre historia da lingua. «Nós, os galegos» é o chamativo título que  escolle o xornalista Paulo Barriga, para unha profunda e reveladora conversa na que o galego ou o reintegracionismo son atentamente radiografados por Fernando Venâncio.

«Estou a escrever uma História das origens do nosso idioma, para sair no outono. É uma História com várias histórias dentro, interessantes, apaixonantes mesmo, que nunca foram contadas e eu quero por força contar. Será um livro de divulgação, mas com base em labor científico, de que vou publicando os resultados em congressos e em revistas da especialidade. Gostaria de fazer com o idioma o que outros fazem com a astrofísica, ou o Jorge Buescu faz com a matemática e o Carlos Fiolhais com a ciência». Fernando Venâncio, naceu no Alentejo, pero estudou en Braga desde os 10 anos, «o meu primeiro conflito linguístico deuse com os canoros minhotos, que se riam da minha fala do Sul, porque a deles é que era a autêntica. Estavam lançados os alicerces do linguista, e eu só tenho de agradecerlhes» Cos anos converteuse en profesor da Universidade de Amsterdam e confésase herdeiro de Óscar Lopes, Jacinto de Prado Coelho ou Antonio José Saraiva. 

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