Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico

«”A semelhança entre as nossas duas grandes línguas, o espanhol e o português, constitui, em particular,uma das bases fundamentais da singularidade e da força ibero-americanas. E graças a essa afinidade linguística, como tive a oportunidade de expressar na visita que realizamos ao vosso admirável país há pouco mais de dois anos, podemos reconhecer hoje a existência de um grande espaço idiomático composto por uma trintena de países de todos os continentes e por mais de setecentos milhões de pessoas. Um espaço cultural e linguístico formidável, de alcance e projeção universal, que não devemos perder de vista no mundo cada vez mais globalizado dos nossos dias.”

Felipe VI, Rey de España, a Aníbal Cavaco Silva, Presidente de la República Portuguesa, en el primer discurso en el extranjero de su reinado, pronunciado con ocasión de la visita oficial de presentación a Portugal.

Lisboa, 7 de julio de 2014»

Com este texto do Rei Felipe VI começa o estudo Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico (Descarregar PDF) do politólogo e especialista em Relações Internacionais Frigdiano Álvaro Durántez Prados, (Madrid, 1969), disponibilizado por El Trapezio. Primeira plataforma mediática ibérica

Nace Raposeiras Editorial, sen preconceptos gráficos

Os novos proxectos culturais semellan non esquecer os vínculos naturais entre o galego e o portugués, dun modo útil e libre de preconceptos:

Xirasois Cubistas, 1964 – Marevna

«[…] EDICIÓNS EN DIFERENTES LINGUAS

O noso interese pola edición en diferentes linguas baséase no actual contexto de diglosia. Temos un compromiso co noso idioma, e defendemos a posibilidade de atopar material didáctico e cultural nas diferentes normas do galego, en castelán e en inglés.

Apostamos polo binormativismo

Porque cremos na necesidade de normalizar unha situación que é unha realidade hoxe en día.

Cremos que o galego internacional e o galego RAG deben convivir en igualdade, para iso é preciso a formación e a divulgación da norma AGAL, así coma a súa oficialidade.

Por esta realidade, desde Raposeiras Editorial apostamos por contribuír na divulgación de material didáctico e cultural nas dúas normas […].»

Cf. Wendy Carolina: “Raposeiras vai editar en galego normativo e en reintegrado” (Nós Diario) e web Raposeiras Editorial.

Luís F. Figueiroa: “As nuances do país galego”

«Ouvimos dizer que a língua é a única herança que quanto mais partilharmos mais valor nos devolve a todos. Na Galiza, o português é também a única língua promovida por unanimidade em que se uniram as vontades e identidades diversas do nosso país

Ao contrário do castelhano, o português tem uma capacidade especial em indicar diferentes graus de concordância ou discordância com o posicionamento do interlocutor. Isto tem criado muita confusão a alguns estrangeiros, mas nunca aos japoneses. Estes não apenas “defendem uma inteligente posição neutral”, mas antecipam o que o outro interlocutor pode querer antes de ele falar.

Reparemos no seguinte: quando uma pessoa falante de português está a responder “talvez”, ela poderá eventualmente querer dizer sim, mas muito provavelmente está a dizer-nos “não”, educadamente.

Assim sendo, quando dizemos por exemplo “acho que isto pode vir a acontecer”, um falante de castelhano provavelmente diria “sei que isto vai acontecer”. É uma maneira de nos proteger e proteger também futuras trocas de opiniões dentro das boas maneiras de nos relacionarmos.

Um outro elemento de “proteção” quando não aceitamos aquilo a que nos quer obrigar alguém ou quando nos falam sobre assuntos desagradáveis é o silêncio. É dito que o silêncio é a melhor defesa do camponês.

E a Galiza mergulha a sua cultura na cultura camponesa.

É também dito que um mau pacto é melhor do que pacto nenhum. E quando, por exemplo numa feira, dois negociantes de gado não chegam a acordo, sempre há quem recomende que “partam a diferença” (deixem o preço no ponto meio entre a aposta de um e a petição do outro).

Teresa Carro: «Alcançar a utopia: português na Galiza»

Este ano académico começa com uma novidade histórica no sistema de ensino público da Galiza, estou a falar do facto de termos, pela primeira vez, professores de língua portuguesa oficialmente reconhecidos como tal. Se já há uns anos que os nossos estudantes podem escolher como língua estrangeira o português, também é certo, e de justiça, dizer que esta matéria estava a ser lecionada por pessoas que tinham um empenho particular em desempenhar esta tarefa, fosse pelos motivos que fossem.

A estes professores que iniciaram o ensino do português no secundário só temos muito a agradecer por terem aberto este caminho e por terem sido capazes de solucionar todos os entraves que a administração colocou e tenta colocar todos os dias para que o português no secundário não seja uma realidade. Este grupo de docentes foi pioneiro no seu trabalho e por isso deve ser reconhecido.

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