Conclusións do III Congreso de Estudos Internacionais de Galicia “Galicia e a lusofonía diante dos desafíos globais”

«Galiza e a Lusofonia perante os desafios globais”

Ponte Vedra, 27 e 28 de março de 2019

1. Num mundo cada vez mais globalizado e interconectado, as relações históricas da Galiza com Portugal e os territórios intercontinentais de língua oficial portuguesa, situam-nos ante uma oportunidade histórica para a paradiplomacia e ação internacional galega. Os desafios globais do século XXI encontram na nossa língua, e na nossa identidade, ferramentas com capacidade de retorno e criação de oportunidades para a nossa sociedade.

2. Existe uma relação cada vez mais indivisível entre linguagem, economia e comunicação. A interação da linguagem dentro das relações económicas e culturais permite a fluidez da cooperação e o desenvolvimento de projetos conjuntos, sendo um elemento facilitador. A Galiza e o mundo lusófono têm esta vantagem comparativa. A lingua é, portanto, um ativo para as relações comerciais e económicas no mundo de hoje. O III Congresso de Estudos Internacionais da Galiza achegou-se a estas perspetivas com o objetivo de promover uma visão integral.

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Comedia – Diferenzas / Diferenças entre o galego e o portugués / português brasileiro

Conversa 1 de chibi iasumiña e chibi mautrinho. Ligazón ao blog: http://aprendegallego.blogspot.com.es… Este vídeo trata de xeito divertido algunhas das diferenzas do galego e do portugués. Se ten éxito e vos gusta subireimos máis e mellor realizados! Sempre mellorando, ho! XD Créditos: – Isto foi unha idea orixinal do usuario do YouTube mavtross (mavetse35): – Creación dos debuxos e animación do vídeo feito pola usuaria do YouTube Yasumi AndTheWolf (aprendegallego – GaleonDasRias) – Guión elaborado por mavtross e Yasumi – Adhesión dos subtítulos feito por mavtross – Creación desta entrada coa súa información feito por Yasumi.

Marco Neves: “Espero abrir os olhos aos leitores portugueses para a proximidade real entre o português e o galego”

A Através editora, chancela editorial da AGAL, desejava desde quase o seu início publicar um livro sobre a questão identitária da nossa língua, na Galiza, mas de uma ótica portuguesa. Então apareceu um dos melhores candidatos, Marco Neves, professor na Universidade Nova de Lisboa, tradutor, autor de vários livros de divulgação linguística e do imperdível blogue, para os amantes do facto linguístico, Certas Palavras.

Marco, o título do livro é uma pergunta. Dá para ser respondida com uma sílaba ou precisamos de mais?

Dá para ser respondida com uma sílaba — é o que muitos fazem na Galiza quer a sílaba seja «sim» quer seja «não». Em Portugal, dificilmente encontramos alguém que tenha uma resposta tão rápida… Caímos, facilmente, num «não» hesitante, que será a resposta mais óbvia a uma pergunta que raramente ouvimos. Depois, há também casos em que a pergunta é incómoda. Ora, neste livro, tento mostrar a razão por que há quem faça a pergunta, o que — espero — irá abrir os olhos aos leitores portugueses para a proximidade real entre o português e o galego. Ou seja, sim, podemos responder à pergunta com uma sílaba, mas eu proponho mais umas quantas sílabas antes de chegarmos a alguma conclusão. Estou em crer que essas sílabas extra serão uma boa surpresa.

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Fernando Venâncio: «Mas não devia custarnos tanto assumir que nos exprimimos numa variante de galego»

Fernando Venâncio e Xavier Alcalá em Bruxelas

«Falamos português, não vamos agora mudar o nome à língua. Mas não devia custarnos tanto assumir que nos exprimimos numa variante de galego. Por uma questão de justiça histórica, por respeito pelo nosso passado». O linguísta portugués Fernando Venáncio (Mértola, 1944) dá unha entrevista á veterana revista portuguesa Ler, editada polo Círculo de Lectores, mentres anuncia un libro para o outono vindeiro sobre historia da lingua. «Nós, os galegos» é o chamativo título que  escolle o xornalista Paulo Barriga, para unha profunda e reveladora conversa na que o galego ou o reintegracionismo son atentamente radiografados por Fernando Venâncio.

«Estou a escrever uma História das origens do nosso idioma, para sair no outono. É uma História com várias histórias dentro, interessantes, apaixonantes mesmo, que nunca foram contadas e eu quero por força contar. Será um livro de divulgação, mas com base em labor científico, de que vou publicando os resultados em congressos e em revistas da especialidade. Gostaria de fazer com o idioma o que outros fazem com a astrofísica, ou o Jorge Buescu faz com a matemática e o Carlos Fiolhais com a ciência». Fernando Venâncio, naceu no Alentejo, pero estudou en Braga desde os 10 anos, «o meu primeiro conflito linguístico deuse com os canoros minhotos, que se riam da minha fala do Sul, porque a deles é que era a autêntica. Estavam lançados os alicerces do linguista, e eu só tenho de agradecerlhes» Cos anos converteuse en profesor da Universidade de Amsterdam e confésase herdeiro de Óscar Lopes, Jacinto de Prado Coelho ou Antonio José Saraiva. 

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O portugués non é lingua estranxeira, por Enrique Sáez Ponte

Considerar o portugués como lingua estranxeira é un grave problema de diagnóstico. A causa disto, a vantaxe de que o galego e o portugués compartan tronco lingüístico estase convertendo nun obstáculo real para o achegamento da xuventude ao emprego da lingua irmá, cando tiña que ser o contrario.

Enrique Sáez Ponte

O portugués debe ser ensinado desde o galego, aínda que iso pete coa divisoria oficial entre linguas, que neste caso concreto é bastante artificial. No sistema educativo español, hai programas de ensino para linguas propias e para linguas estranxeiras. Calquera deles está estruturado nunha serie de cursos que abranguen un período de formación de varios anos, con profesores e orzamentos específicos. Mais aquí temos unha situación moi nosa: o gris existe. O branco ou o negro non nos serven, porque o portugués é unha lingua que poderíamos denominar semipropia; está nunha categoría inexistente na racionalidade legal dos programas educativos.