Sobre o ensino do portugués no ensino

«Desde a aprobación da lei Paz Andrade no 2014, o ensino de portugués no sistema educativo galego foi aumentando e hoxe chega a 5000 estudantes, pero, é suficiente? Estamos aproveitando todo o potencial que ten a proximidade do galego e o portugués?

Falamos co secretario xeral de política lingüística da Xunta de Galicia, Valentín García, co vicepresidente da Associação Docentes de Português na Galiza, Luís Figueroa, e co empresario e ex-director xeral do Banco Pastor, Enrique Sáez Ponte.»

Cf. Té con gotas

Camilo Nogueira: “O galego é hoxe universal, e mañá?”

«A lingua galega formouse hai máis de mil anos, nunha progresiva separación do latín. Desde o tronco común evoluciona o galego contemporáneo aquén do Miño e máis alá do Douro na variante de Portugal. O galego-portugués expandiuse en territorios de diversos continentes: Brasil, Mozambique, Angola, Guinea-Bissau, Cabo Verde ou Santo Tomé e Príncipe, e tamén na India, no Timor Oriental e en Macau en China. Na Península deixou a súa pegada seguindo os trazos da Banda Galega, a liña defensiva fronteiriza que chegaba ata Aracena. Fálase así galego en poboacións de Zamora, Salamanca e Estremadura.

Queda a pegada tamén no esplendor medieval das Cantigas de Santa María en galego, do rei Afonso X O Sabio, xa gobernante desde o centro da Península aínda que cun pé na terra como testemuña que a súa muller, Violante de Aragón, mandou ser enterrada en Allariz.

Non obstante, o declive dos séculos escuros ten consecuencias demográficas, políticas e tamén lingüísticas. Galicia era aínda en 1900 o terceiro territorio de España con máis poboación, por enriba de Cataluña, Valencia ou Madrid. En 1833 o Goberno español eliminou a Xunta do Reino de Galiza, a única que permanecía na Península. A lingua vive un longo período de persecución e desaparición dos espazos de prestixio, aínda que se mantén viva nos falantes.

Debeu chegar 1983 para a lingua de Galiza ser recoñecida como tal a partir dos debates sostidos no Parlamento galego nos primeiros anos. A Lei de Normalización Lingüística recórdanos no seu preámbulo: «O proceso histórico centralista acentuado no decorrer dos séculos tivo para Galicia dúas consecuencias profundamente negativas: anula-la posibilidade de constituír institucións propias e impedi-lo desenvolvemento da nosa cultura xenuína cando a imprenta ía promove-lo grande despegue das culturas modernas. Sometido a esta despersonalización política e a esta marxinación cultural, o pobo galego padeceu unha progresiva depauperación interna que xa no século XVIII foi denunciada polos ilustrados e que, desde mediados do XIX, foi constantemente combatida por tódolos galegos conscientes da necesidade de evita-la desintegración da nosa personalidade».

As elocuentes afirmacións da Lei de Normalización Lingüística mostran como ese sinal de identidade mantido mesmo en tempos escuros debe dar pasos de futuro para manter o seu carácter universal.»

Cf. La Voz de Galicia

Uma língua escondida por cima de Portugal

«Quando andamos pela Europa, estamos habituados a que ninguém nos compreenda quando falamos português. Ora, há um povo que percebe o que dizemos, mas nós nem notamos…

Quando vamos à Galiza, nem sempre reparamos que, além do castelhano, há por lá outra língua. E, no entanto, essa língua está bem visível em muitos locais. Por exemplo, nas placas da estrada. Sempre com cuidado (não vá bater no carro da frente), repare na «Rede de Estradas do Estado» por cima da castelhana «Red de Carreteras del Estado».

Se não puder ir lá ver ao vivo, deixo aqui uma foto para ajudar (o nome da «autopista» está em castelhano, mas a indicação da rede está nas duas línguas):

Depois, os nomes das terras estão em galego. A população sempre usou estes nomes, mas, durante algum tempo, os nomes nas placas da estrada foram escritos em castelhano. Hoje, não é isso que acontece. Os topónimos galegos são escritos, oficialmente, em galego: «A Coruña», «A Guarda», «Ourense», entre tantos outros.

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Palestra de Carlos Garrido Rodríguez: “Publicar em galego na Galiza, Portugal, Brasil”

«A Agrupaçom Cultural O Facho da Corunha convida-o assistir aos seus ciclos de palestras públicas do período 2021-22

O vindouro dia 8 de Fevereiro, terça (martes), às7,30 do serám, o ensaísta e professor, Carlos Garrido Rodríguez falará dentro do ciclo, Língua, Literatura e Naçom. A sua chalra versará sobre: “Publicar em galego na Galiza, Portugal, Brasil”

Garrido Rodrigues é Professor Titular de Traduçom Técnico-Científica na Universidade de Vigo (inglês, alemám, galego), onde leciona “Traduçom de Textos Científicos e Técnicos Inglês/Alemám – Galego”. Assi mesmo é Doutor em Biologia pola Universidade de Santiago de Compostela e Licenciado em Traduçom e Interpretaçom pola Universidade de Vigo. Carlos Garrido é lexicólogo e um dos maiores estudiosos da língua especializada e da traduçom científica. Tradutor de textos científicos didáticos e divulgadores e autor, entre outras obras, das monografias Léxico Galego: Degradaçom e Regeneraçom, Manual de Galego Científico: Orientaçons Lingüísticas, A Traduçom do Ensino e Divulgaçom da Ciência, O Modelo Lexical Galego: Fundamentos da Codificaçom Lexical do Galego-Português da Galiza, Dicionário de Zoologia e Sistemática dos Invertebrados: Português, Espanhol, Inglês, Alemam. Na actualidade Presidente da Comissom Linguística da Associaçom de Estudos Galegos.

Dia: 8 de Fevereiro do 2022 – Hora: 7 do serám
Local: Portas Ártabras / Rua Sinagoga 22
Cidade Velha – Corunha»

Alunos de escolas do norte de Portugal e da Galiza rompem fronteiras através da arte

«O projeto «Meninos Cantores», que juntou 500 alunos de 17 escolas do Norte de Portugal e da Galiza, gravaram um disco com músicas tradicionais da eurorregião. Este trabalho vai servir para apoiar a candidatura luso-espanhola da Associação Cultural e Pedagógica Ponte…nas Ondas! ao Registo de Boas Práticas com o Património Cultural Imaterial da UNESCO […]».

Cf. Alunos de escolas do norte de Portugal e da Galiza rompem fronteiras através da arte – El Trapezio

César Morán: “Memória do Zeca”

José Afonso (Foto Rui Ochoa)

«Alguns nomes são imortais, ou ficam para sempre, que é o mesmo. Dias atrás, a propósito do Zeca, dizia-se que a arte nunca morre, e são os artistas que morrem, o qual é uma verdade relativa, pois da beleza, a meu ver, fica polo menos o nome, como da rosa, quer seja a rosa de Eco ou a de Yeats. E é assim que o nome de José Afonso –também conhecido polo diminutivo familiar Zeca Afonso– já tem um lugar na história como um dos artistas de maior relevo nos anos 60, 70 e ainda nos 80. Poucos como ele reuniram as qualidades de cantautor de intervenção social, maravilhosa voz de registo doce e claro, construtor de inúmeros textos e melodias, facilidade para ajeitar a cada letra a música mais própria, natural e à vez em linhas de modernidade.

Sempre seguimos o seu rasto, sendo para nós uma inquestionável referência, e é por isso que nos comprazeu participar, o passado 25 de novembro, na apresentação do livro José Afonso. Todas as canções, agora reeditado pola Associação José Afonso (AJA). Um livro de enorme interesse que já conhecíamos desde a primeira edição em 2010, com transcrições musicais, prefácio, notas e índices de Guilhermino Monteiro, João Lóio, José Mário Branco e Octávio Fonseca. O evento foi no espaço sempre acolhedor de Portas Ártabras, introduzido por Felipe Senén e com a presença e a palavra do Guilhermino Monteiro, vindo desde o Porto, assim como do Henrique Marques e o António Pimenta por parte da AJA. O amigo Xico de Carinho, figura essencial nas relações do Zeca com a Galiza, deu unidade a um ato nutrido de música, palavra e emoção, intervindo com as harmónicas nas canções que interpretamos, à vez que contava histórias pouco divulgadas […].»

Cf. CÉSAR MORÁN – Cantautor, compositor e escritor

Galícia, o irmão gêmeo distante do português

Rafael Scapella: «ERRATA. A maior cidade da Galícia é Vigo e não Santiago de Compostela. Essa é a Galiza ou Galícia, uma comunidade autônoma da Espanha, onde além do espanhol se fala o galego, uma língua irmã do português. O idioma falado aqui, o galego é quase perfeitamente entendido por falantes do português. De fato, há até linguistas que argumentam que o galego e o português deveriam ser classificados como variedades do mesmo idioma e não como línguas distintas.»

Apresentaçom do livro “José Afonso, Todas as Canções. Partituras, Letras, Cifras” em Ferrol

A AJA Galiza (Associaçom José Afonso) colabora com a apresentaçom do livro “José Afonso, Todas as Canções. Partituras, Letras, Cifras” que edita as partituras, letras e diagramas de acordes de 159 cançons da autoria do músico português José Afonso, compiladas e transcritas por Guilhermino Monteiro, José Mário Branco, João Lóio e Octávio Fonseca.

Cf. Portal Galego da Língua