A associação Docentes de Português na Galiza entra para a CPLP

«A Docentes de Português na Galiza é uma associação com mais de doze anos de história que se tem destacado por promover o ensino profissional, melhorias na contratação pública (concurso público, oposições), aumento da oferta educativa e na formação continuada dos docentes de língua portuguesa.

Com a entrada do Estado Espanhol na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a existência de três entidades galegas no seio da organização internacional, a importância do português no Reino da Espanha e, nomeadamente, na autonomia da Galiza, onde conta com legislação específica para a sua promoção, só pode, e deve, vir a aumentar e melhorar progressivamente.

Em palavras da DPG: “O português hoje na Galiza está de parabéns e a própria Galiza também porque poderá vir a colocar-se no lugar que lhe corresponde e contribuir para o ensino de excelência da língua portuguesa.”

[…] Nesta mesma conferência foi aprovada também a entrada da Espanha como observadora associada, isto ligado à Lei Paz Andrade faz com que a promoção do português no nosso âmbito de atuação conte com cada vez mais razões de peso para ser implementada como língua do máximo interesse. Outras entidades galegas que já fazem parte da CPLP são o Consello da Cultura Galega e a Academia Galega da Língua Portuguesa

Cf. PGL

Museu da Língua Portuguesa será reinaugurado com novas experiências para os visitantes

Espaço reabre ao público reconstruído, após incêndio. Conteúdo renovado vai combinar novas experiências audiovisuais e instalações marcantes 

Cf. La Voz de Galicia

«O Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo,  será reinaugurado no próximo dia 31 de julho, reconstruído após o incêndio que o atingiu em dezembro de 2015. Um dos primeiros museus totalmente dedicados a um idioma, instalado na cidade com o maior número de falantes de português no mundo, na histórica Estação da Luz, o Museu celebra a língua como elemento fundador da nossa cultura. Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um mergulho na história e na diversidade do idioma falado por 261 milhões de pessoas em todo o mundo.

A cerimônia oficial de inauguração, no dia 31, terá transmissão ao vivo pelas redes sociais do Museu (Facebook e YouTube). A posterior abertura ao público se dará sob as restrições determinadas pelas medidas de combate à COVID-19. Os ingressos poderão ser adquiridos exclusivamente pela internet, com dia e hora marcados, e a capacidade de público está restrita a 40 pessoas a cada 45 minutos. Os visitantes receberão chaveiros touchscreen para evitar toque nas telas interativas.

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e tem como patrocinador máster a EDP; como patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp; e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O ID Brasil Cultura, Educação e Esporte é a organização social responsável pela sua gestão.


Conteúdo revisto e ampliado 

O conteúdo do Museu foi atualizado. Em sua exposição de longa duração, o Museu terá experiências inéditas e outras anteriormente existentes, que marcaram o público em seus 10 anos de funcionamento (2006-2015). Entre as novas instalações estão “Línguas do Mundo”, que destaca 23 das mais de 7 mil línguas faladas hoje no mundo; “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do idioma no Brasil; e “Nós da Língua Portuguesa”, que apresenta a língua portuguesa no mundo, com os laços, embaraços e a diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Cf. Museu da Língua Portuguesa

Continuam no acervo as principais experiências, como a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra as línguas que influenciaram o português no Brasil; e a “Praça da Língua”, espécie de ‘planetário do idioma’ que homenageia a língua portuguesa escrita, falada e cantada, em um espetáculo imersivo de som e luz. (Conheça o conteúdo completo abaixo)

Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz e Hugo Barreto, o conteúdo foi desenvolvido com a colaboração de escritores, linguistas, pesquisadores, artistas, cineastas, roteiristas, artistas gráficos, entre outros profissionais de vários países de língua portuguesa. São nomes como o músico José Miguel Wisnik, os escritores José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Marcelino Freire e Antônio Risério, a slammer Roberta Estrela d’Alva e o documentarista Carlos Nader. Entre os participantes de experiências presentes na expografia estão artistas como Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Laerte, Guto Lacaz, Mana Bernardes e outros.

Já a exposição temporária de reabertura do Museu, “Língua Solta”, traz a língua portuguesa em seus amplos e diversos desdobramentos na arte e no cotidiano. Com curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos, a mostra conecta a arte à política, à vida em sociedade, às práticas do cotidiano, às formas de protesto e de religião, em objetos sempre ancorados no uso da língua portuguesa.

O Museu foi concebido também com recursos de acessibilidade física e de conteúdo.


Novo terraço e reforço de segurança contra incêndio 

Um dos principais prédios históricos de São Paulo, marco do desenvolvimento da cidade e querido por toda a população, a Estação da Luz tem uma importância simbólica única: foi uma das portas de entrada para milhares de imigrantes que chegavam ao Brasil. Era lá que eles, depois de desembarcarem dos navios em Santos, tinham o primeiro contato com a língua portuguesa.

Com a completa recuperação arquitetônica e readequação de seus espaços internos, o Museu manteve os conceitos estruturantes do projeto de intervenção original – assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro, em 2006 ­–  e ganhou aperfeiçoamentos. No térreo, o museu abre-se à estação, reforçando sua comunicação com a cidade. Nos andares superiores, espaços foram otimizados, novos materiais foram introduzidos e o museu ganhou mais salas para suas instalações. E no terceiro piso haverá um terraço com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio. Este espaço homenageará o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que morreu este ano. A nova versão foi concebida por Pedro Mendes da Rocha e desenvolvida nas etapas de pré-executivo e projeto executivo pela Metrópole Arquitetura, sob coordenação de Ana Paula Pontes e Anna Helena Villela.

A reconstrução também incorpora melhorias de infraestrutura e segurança, especialmente contra incêndios, que superam as exigências do Corpo de Bombeiros. Entre as novas medidas, está a instalação de sprinklers (chuveiros automáticos) para reforçar o sistema de segurança contra incêndio. No caso do Museu, os sprinklers não são uma exigência legal, mas foi uma recomendação dos bombeiros acatada para trazer mais segurança para o projeto.

O Museu e a Estação da Luz têm um Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) conjunto, que garante a segurança para todos os usuários da Estação. É a primeira vez que a Estação da Luz obtém o AVCB, graças ao esforço conjunto do Museu e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Todas as etapas foram aprovadas e acompanhadas de perto pelos três órgãos do patrimônio histórico: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão de âmbito estadual; e Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).


Sustentabilidade: foco no selo LEED e madeira recuperada 

O museu também será reaberto com certificação ambiental. As diretrizes de sustentabilidade pautaram toda a obra, e o Museu obteve o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) — um dos mais importantes do mundo na área de construções sustentáveis — na categoria Silver. Entre as medidas estão a adoção de técnicas para economia de energia na operação do museu; a gestão de resíduos durante as obras; e a utilização de madeira que atende às exigências de sustentabilidade (certificada e de demolição) em todo o Museu.

Cerca de 85% da madeira necessária para a recuperação das esquadrias foram utilizados do próprio material já existente no edifício, com a reutilização de madeira da cobertura original, datada de 1946. Já na construção da nova cobertura, foram empregadas 89 toneladas (67 m³) de madeira certificada proveniente da Amazônia.

Os recursos necessários para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa foram de R$ 85,8 milhões – a maior parte do valor é proveniente de parceria com a iniciativa privada via lei federal de incentivo à cultura e indenização do seguro contra incêndio.


Cerca de 4 milhões de visitantes em 10 anos  

Em quase 10 anos de funcionamento – de março de 2006 a dezembro de 2015 -, o Museu recebeu cerca de 4 milhões de visitantes e promoveu mais 30 exposições temporárias. Entre os homenageados com exposições estiveram escritores como Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Machado de Assis e Fernando Pessoa, além do cantor e compositor Cazuza. O Museu foi atingido por um incêndio em 21 de dezembro de 2015.

Durante a reconstrução, o Museu continuou em contato com o público por meio de atividades culturais e educativas, como as realizadas no Dia Internacional da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, desde 2017, e a mostra itinerante “A Língua Portuguesa em Nós”, apresentada em 2018 em países lusófonos da África, em Portugal e no Brasil.  Em 2020 e 2021, o Dia Internacional da Língua Portuguesa foi realizado de forma virtual, com série de eventos online que reuniram artistas de vários países de língua portuguesa […]».

Cf. Museu da Língua Portuguesa

Elza Soares: “Estaremos juntas nessa guerra”

Uma carta para a mãe de Kathlen Romeu, morta durante disparos da polícia no Rio

«Do fundo da minha alma, eu não gostaria de lhe escrever neste momento para falar sobre a sua dor. Por todas as minhas preces, eu me sentiria completa se escrevesse para celebrar uma conquista sua ou comemorar o sucesso da sua menina. Eu não conhecia a Kathlen e pode ser que ela também não me conhecesse nem tivesse ouvido falar de mim, mas você a conhecia bem.

Kathlen em grafite na comunidade Lins de Vasconcelos: “Você se lembrará dela dia após dia” CREDITO: PILAR OLIVARES_2021_REUTERS

Kathlen era a sua estrela, sua personalidade favorita e, olhando as fotos dela, vendo você, seu carinho e amor quando fala da sua menina, tudo isso me traz a certeza de que também foi tirada de mim e de tanta gente a oportunidade de conhecer os encantos dela.

Continuar lendo “Elza Soares: “Estaremos juntas nessa guerra””

Bieito Romero: “Sou galego até o Mondego”

«Sou galego, ai, sou galego. Sou galego até o Mondego… Así di parte do retrouso dunha canción moi popular en Portugal hai xa algúns anos, e certamente coñecín moitos portugueses que pensaban e pensan así. O Mondego é único río importante portugués que non nace en territorio español, faino na serra da Estrela a case 1.500 metros de altitude para desembocar no Atlántico, na fermosa cidade de Figueira da Foz, distrito de Coimbra. E esa é a parte da canción que o famoso fadista e compositor contemporáneo Paulo Bragança gravou.

Sen querer meterme en polémicas ou en fonduras de carácter pasional, eu estou de acordo na irmandade galaico portuguesa con todo o significado histórico que ten e o que supón. Particularmente cada vez que vou a Portugal, síntome como se estivese na casa por moitos motivos que para min son obvios. O idioma é un deles e mesmo pasar varios días alí, sérveme para perfeccionar o meu propio galego. A paisaxe e a cultura son semellantes en moitos aspectos, a gastronomía é marabillosa, variada, abundante e aquí xa temos outro grande parecido con nós. O comportamento social e o carácter hospitalario dos portugueses é semellante ao noso, así como tamén as súas músicas tan directamente conexionadas coas nosas tanto en ritmos coma en instrumentos.

Así pois, resulta difícil trazar fronteiras, en realidade, tampouco estou seguro de que as haxa. Dentro desta nova fase do desconfinamento da pandemia no 2021 volvemos de novo aos escenarios con Luar Na Lubre, e de novo achegámonos a Portugal. Estivemos nun importante evento chamado Festival Intermunicipal de Músicas do Mundo (Festim) e actuamos no cine teatro de Estarreja, distrito de Aveiro na rexión centro e tamén en O cinema de Oliveira de Azeméis no mesmo distrito. As entradas esgotáronse para escoitar e vivir a nosa música galega nos dous espazos cun público que gozou tanto coma nós con eles. Sentímonos queridos falando o mesmo idioma, compartindo momentos marabillosos intensos e entrañables con músicas e xantares nesta terra irmán da que eu xa teño saudades e gañas de volver o antes posible».

Cf. La Voz de Galicia

Português, amor à primeira vista

«“Amor à primeira vista”, eis o título do vídeo e da campanha para encorajar o alunado para escolherem português no seu centro.
A DPG lança um vídeo em múltiplas plataformas e redes sociais que esperamos atinja grande parte do alunado.

“O meu co português foi um match total “ linguagem informal, formatos novos a campanha através das redes sociais busca a cumplicidade da juventude porque afinal , não é a todos que o português nos seduz?
Amor ou o nome que hoje lhe quisermos dar às sensações de prazer que aquilo nos desperta, essa tal conexão, dopamina para o nosso cérebro, ligações neuronais inesperadas…. Pronto, cá está a língua portuguesa na sua melhor aproximação, mais um caso de “amor à primeira vista”».

Cf. DPGaliza

Alumnos lucenses aprenden portugués

«A Associaçom Galega da Lingua e a Vicepresidencia da Deputación organizan 25 obradoiros en trece centros educativos da provincia.

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) desenvolverá 25 obradoiros de achegamento ao portugués en trece centros educativos da provincia, da man da Vicepresidencia da Deputación de Lugo. A vicepresidenta, Maite Ferreiro, e o presidente de AGAL, Edudardo Maragoto, presentaron no Pazo de San Marcos esta iniciaitiva que achega ao alumnado lucense unha actividade formativa que AGAL está a levar a cabo noutros concellos de todo o país.

Os obradoiros, que se desenvolven baixo o epígrafe O Português Simples-OPS teñen como obxectivo descubrir ao alumnado a vantaxe do galego para aprender portugués e acceder ao mundo que se expresa nesa lingua, a sexta do mundo en falantes.

[…] Ademais, informan do que a lusofonía representa en termos xeográficos, culturais e económicos, contribuíndo a tomar consciencia do que descoñecemos dos países que falan portugués. Tamén fornecen recursos para que os alumnos e alumnas sexan autonómas na aprendizaxe, poñéndoas en contactos con diferentes recursos culturais, desde música ou cinema ata xornais e xogos […].»

Cf. La Voz de Galicia: “Música, cinema, xogos e a lingua galega axudan aos alumnos lucenses a aprender portugués”

Ourense avança na lusofonia

A 24 de março de 2014, há sete anos, após ter sido aprovada por unanimidade pelo Parlamento galego, foi publicada no DOG a Lei 01/2014 para o uso da língua portuguesa e ligações com a lusófona, também conhecida por Lei Valentín Paz Andrade, pois este galeguista foi a inspiração empresarial e reintegracionista para promover a Iniciativa Legislativa Popular que, depois de colher mais de 17.000 assinaturas registadas e manuais, foi também unanimemente tomada em consideração pelo Parlamento galego. O Director-Geral da Política da Língua destacou recentemente o facto de o porta-voz no Parlamento ser um empresário, não um linguista ou um político, o qual dá uma ideia de como deve ser a base do novo consenso e do curso desta lei.

Na verdade, os empresários fornecemos consenso. E o consenso foi a chave não apenas na gestação e aprovação da lei. Também para o seu desenvolvimento são necessários generosidade política, profissionalismo, realismo e inteligência pragmática. É mais fácil nos encontrarmos nesse caminho do que passar por emoções e enteléquias subjetivas. Economia é isso: cuidar da casa, sendo este um espaço físico onde as relações de cooperação e responsabilidade são compartilhadas. A atividade dos empresários, as capacidades econômicas e tecnológicas para cultivar bens e aumentar a riqueza, também estão orientadas para o desenvolvimento social.

Continuar lendo “Ourense avança na lusofonia”

Serán válidos os documentos galegos oficiais escritos en portugués

«[…] A proposición non de lei (PNL) a prol da igualdade das linguas que chegou ao Congreso da man da Mesa pola Normalización Lingüística e outras entidades que traballan a favor do éuscaro, o catalán, o valenciano, o asturiano ou o aragonés -Plataforma per la Llengua, Òmnium Cultural, Kontseilua, Nogará, Ciemen, Iniciativa pol Asturianu, Escola Valenciana e Acció Cultural del País Valencià- agardáballe un percorrido cativo ante a imposibilidade de sumar os apoios de PSOE e PP. Viuse no debate do pleno do martes, onde estes partidos esgrimiron razóns como a «inconstitucionalidade» ou o puro ánimo de «confrontación estéril» para non sumarse ao proxecto. O diálogo non daba froito, e as posturas semellaban incompatibles. O respaldo de BNG, Unidas Podemos, ERC, EH Bildu, PNV, Junts per Catalunya, PDECat, CUP, Más País, Equo e Compromís non alcanzaba.

[…]

Así ocorreu. E foi a maneira de que se lograra este xoves no Congreso a aprobación parcial da proposición non de lei, o que A Mesa pola Normalización Lingüística considera «un pequeno paso cara á igualdade» e o respecto do plurilingüismo en España, que debe ratificarse co seu desenvolvemento por parte do Estado. Neste sentido, o Parlamento instará ao Goberno central a recoñecer a pertinencia e a necesidade de facer oficial o galego nos territorios das comunidades de Asturias e Castela e León onde se fala -Occidente Asturiano, León e Zamora-, espazos nos que debe ademais favorecerse o seu emprego. Do mesmo xeito, e atendendo ao que recolle a carta europea das linguas rexionais e minorizadas, aprobouse permitir a validez en Galicia de documentos oficiais escritos en portugués -na medida en que ambas linguas integran o mesmo sistema lingüístico- e tamén a reciprocidade na recepción de radio e televisión.

E, en última instancia, o Congreso acordou demandar un «respecto real» ao galego -e demais linguas cooficiais- baseado no dereito de uso e no deber de coñecemento, o que abre o camiño para a igualdade xurídica plena das linguas. Este punto foi aprobado cos votos a favor de todos os partido políticos (PSOE e PP incluídos), agás Vox. A importancia deste aspecto, apunta A Mesa, reside na novidade do deber -que asistía ao castelán- con respecto ao galego, o que garantirá a obriga dos funcionarios do Estado de coñecer o galego e de atender desde a Administración estatal en Galicia calquera reclamación ou documento que estea redactado en galego. […]».

Cf. La Voz de Galicia (12/03/2021)