A associação Docentes de Português na Galiza entra para a CPLP

«A Docentes de Português na Galiza é uma associação com mais de doze anos de história que se tem destacado por promover o ensino profissional, melhorias na contratação pública (concurso público, oposições), aumento da oferta educativa e na formação continuada dos docentes de língua portuguesa.

Com a entrada do Estado Espanhol na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a existência de três entidades galegas no seio da organização internacional, a importância do português no Reino da Espanha e, nomeadamente, na autonomia da Galiza, onde conta com legislação específica para a sua promoção, só pode, e deve, vir a aumentar e melhorar progressivamente.

Em palavras da DPG: “O português hoje na Galiza está de parabéns e a própria Galiza também porque poderá vir a colocar-se no lugar que lhe corresponde e contribuir para o ensino de excelência da língua portuguesa.”

[…] Nesta mesma conferência foi aprovada também a entrada da Espanha como observadora associada, isto ligado à Lei Paz Andrade faz com que a promoção do português no nosso âmbito de atuação conte com cada vez mais razões de peso para ser implementada como língua do máximo interesse. Outras entidades galegas que já fazem parte da CPLP são o Consello da Cultura Galega e a Academia Galega da Língua Portuguesa

Cf. PGL

Português, amor à primeira vista

«“Amor à primeira vista”, eis o título do vídeo e da campanha para encorajar o alunado para escolherem português no seu centro.
A DPG lança um vídeo em múltiplas plataformas e redes sociais que esperamos atinja grande parte do alunado.

“O meu co português foi um match total “ linguagem informal, formatos novos a campanha através das redes sociais busca a cumplicidade da juventude porque afinal , não é a todos que o português nos seduz?
Amor ou o nome que hoje lhe quisermos dar às sensações de prazer que aquilo nos desperta, essa tal conexão, dopamina para o nosso cérebro, ligações neuronais inesperadas…. Pronto, cá está a língua portuguesa na sua melhor aproximação, mais um caso de “amor à primeira vista”».

Cf. DPGaliza

Alumnos lucenses aprenden portugués

«A Associaçom Galega da Lingua e a Vicepresidencia da Deputación organizan 25 obradoiros en trece centros educativos da provincia.

A Associaçom Galega da Língua (AGAL) desenvolverá 25 obradoiros de achegamento ao portugués en trece centros educativos da provincia, da man da Vicepresidencia da Deputación de Lugo. A vicepresidenta, Maite Ferreiro, e o presidente de AGAL, Edudardo Maragoto, presentaron no Pazo de San Marcos esta iniciaitiva que achega ao alumnado lucense unha actividade formativa que AGAL está a levar a cabo noutros concellos de todo o país.

Os obradoiros, que se desenvolven baixo o epígrafe O Português Simples-OPS teñen como obxectivo descubrir ao alumnado a vantaxe do galego para aprender portugués e acceder ao mundo que se expresa nesa lingua, a sexta do mundo en falantes.

[…] Ademais, informan do que a lusofonía representa en termos xeográficos, culturais e económicos, contribuíndo a tomar consciencia do que descoñecemos dos países que falan portugués. Tamén fornecen recursos para que os alumnos e alumnas sexan autonómas na aprendizaxe, poñéndoas en contactos con diferentes recursos culturais, desde música ou cinema ata xornais e xogos […].»

Cf. La Voz de Galicia: “Música, cinema, xogos e a lingua galega axudan aos alumnos lucenses a aprender portugués”

Cursos grátis a distância em universidades renomadas

Imagem: Adobe Stock

«É possível adquirir novos conhecimentos e incrementar o currículo com cursos das melhores universidades sem precisar se dedicar ao vestibular e sem gastar pequenas fortunas nas instituições particulares renomadas. Universidades reconhecidas no Brasil e no mundo oferecem diversas opções de cursos online grátis, livres e de extensão, com ou sem certificado. É o caso de USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UnB (Universidade de Brasília), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e até internacionais, como Harvard e MIT (Massachusetts Institute of Technology), entre outras […]».

Cf. UOL- Educação

“Ensinar português na Galiza é um desafio e uma oportunidade”

«Xurxo Fernández Carballido, colaborador deste portal, professor de português e de galego para nom falantes do Centro de Línguas Modernas da Universidade de Santiago de Compostela é autor da tese “O ensino da língua portuguesa na Galiza”, cualificada de sobressaliente cum laudem. Trata-se de umha investigaçom em que analisa a presença do português no sistema educativo primário, secundário, bacharelato, nas escolas oficiais de idiomas e no sistema universitário. Também avalia os materiais empregados e a formaçom dos docentes de português como língua estrangeira. Fruto deste trabalho constata as resistências “institucionais e administrativas para promover o português” na Galiza, em contraposiçom com “o esforço” de outros territórios como a Estremadura, e qualifica como deficitária a presença do português no ensino galego […].»

Cf. Entrevista no PGL

Galiza e Portugal, a fronteira do idioma | Enrique Sáez

galiza lusofona

«[…] O portugués deriva do antigo galego, mal que lle pese a algúns en Portugal, e aínda son linguas moi similares. Os que falamos galego e tivemos que traballar en países lusófonos sabemos que, en poucos días, comezamos a comunicamos con naturalidade, aínda que chegar a escribir o portugués custe algo máis (felizmente temos correctores de texto), e no mundo dos negocios falar o idioma do outro é unha enorme vantaxe. Pola súa parte, a xente nova formada en galego, cando viaxa, descobre que se comunica ben, por exemplo, cos brasileiros e os caboverdianos.

Sería fácil e tería moi pouco custo que en Galiza os estudantes saísen da formación escolar cun bo nivel de portugués, como unha curta derivación do estudo do galego. Falarían un idioma oficial da Unión Europea que ten máis usuarios que o francés, o alemán ou o ruso. Mais iso choca con obstáculos mentais (o idioma internacional de España é o castelán) e institucionais. Dentro do ríxido esquema normativo da educación, o portugués non é “lingua propia”, é “lingua estranxeira” e aprendela non é cousa de seis meses senón de cinco anos, o que xustifica moitas horas de profesores cualificados. Aínda que, para os galegos, o idioma luso sexa algo así como “semipropio”. Que mala sorte!, unha categoría inexistente.

Por culpa de rixideces inmateriais Galicia desperdicia a mellor e máis barata oportunidade que ten para ser máis internacional e competitiva.

[…] Este tema vai ser central en Galiza neste 2020 que chega con eleccións autonómicas e que foi dedicado pola Real Academia Galega ao profesor Ricardo Carvalho Calero, quen en vida defendeu a aproximación entre o galego e o portugués. Se conseguimos avanzar por ese camiño, evitaremos a perda de galegofalantes, teremos máis xente coa que compartillar ideas y sentimentos e seremos máis eficaces comprando e vendendo polo mundo adiante […].»

Cf. Orixinal en castelán: “Galicia y Portugal, la frontera del idioma”.