Podcast O Centro finalista nos prémios portugueses PODES2021

Os mais importantes prémios portugueses de podcast, PODES2021, acabam de nomear o podcast galego-português “O Centro” como finalista na categoria de Política, Economia e Informação.

podcastNesta final, existem podcasts muito conhecidos em Portugal, tais como Fumaça.pt ou o podcast do jornalista Daniel Oliveira “Perguntar não ofende”.

O podcast O Centro, produzido por galegos/as e portugueses/as, foca diferentes aspectos da actualidade na Galiza e em Portugal, bem como entrevistas com pessoas relevantes e entusiastas de ambas as margens do Minho.

O Centro nasceu após a convicção de um grupo de pessoas da Galiza e de Portugal, de que era necessário, por um lado, poder ouvir um podcast sobre a actualidade galega e portuguesa e, por outro lado, entrevistar pessoas galegas e portuguesas relevantes em diferentes campos, desde a economia ao desporto, incluindo a investigação, inteligência artificial, teletrabalho, a saúde, música, etc.

Finalmente dizer que O Centro foi criado polos engenheiros informáticos José Ramom Pichel e Isaac González da Galiza, este último também especialista em podcasts e rádio, o investigador português e pioneiro na rádio universitária Luis Trigo, o empresário galego baseado em Lisboa Paulo Lamas e as linguistas e historiadoras Sabela Fernández, Sabela Vázquez da Galiza e Vera Ferreira de Portugal. Finalmente, vale a pena mencionar a participação na direcção do jornalista galego Víctor Blanco e Antom Meilam como engenheiro de som. Além de Marcos Paino, músico do agora extinto grupo Das Kapital na parte do som, e o informático Diego Vázquez na parte do design gráfico.

Source: Podcast galego-português O Centro finalista nos prémios portugueses de podcast PODES2021

Elza Soares: “Estaremos juntas nessa guerra”

Uma carta para a mãe de Kathlen Romeu, morta durante disparos da polícia no Rio

«Do fundo da minha alma, eu não gostaria de lhe escrever neste momento para falar sobre a sua dor. Por todas as minhas preces, eu me sentiria completa se escrevesse para celebrar uma conquista sua ou comemorar o sucesso da sua menina. Eu não conhecia a Kathlen e pode ser que ela também não me conhecesse nem tivesse ouvido falar de mim, mas você a conhecia bem.

Kathlen em grafite na comunidade Lins de Vasconcelos: “Você se lembrará dela dia após dia” CREDITO: PILAR OLIVARES_2021_REUTERS

Kathlen era a sua estrela, sua personalidade favorita e, olhando as fotos dela, vendo você, seu carinho e amor quando fala da sua menina, tudo isso me traz a certeza de que também foi tirada de mim e de tanta gente a oportunidade de conhecer os encantos dela.

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Pedro Balado: o que “estamos perdendo por estar de costas ao mundo lusófono”

«[…] Vendo a situaçom sociolinguística na Galiza, como imaginas o panorama dentro de 20 anos?
Acho que vejo um pouco o que vemos todos: entre mal e muito mal. O número de falantes continua a descer e as medidas de protecção sobre a língua penso que são insuficientes. Faz falta uma intervenção urgente, provar coisas diferentes. Esse giro cara a norma portuguesa pode ser uma boa forma de abrir-nos a um mercado mais amplo.

O que achas que cumpre fazer para reverter a situaçom?
Acho que se queremos achegar-nos aos 240 milhões de potenciais falantes, devemos apartar um pouco o debate sobre a língua e mostrar conteúdos reais (televisão, comédia, literatura…) que nos estamos perdendo por estar de costas ao mundo lusófono. Há muitas culturas maravilhosas que temos a sorte de “consumir” sem ter que estudar uma língua. É de parvos não aproveitá-la.»

Cf. Portal Galego da Língua