Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico

«”A semelhança entre as nossas duas grandes línguas, o espanhol e o português, constitui, em particular,uma das bases fundamentais da singularidade e da força ibero-americanas. E graças a essa afinidade linguística, como tive a oportunidade de expressar na visita que realizamos ao vosso admirável país há pouco mais de dois anos, podemos reconhecer hoje a existência de um grande espaço idiomático composto por uma trintena de países de todos os continentes e por mais de setecentos milhões de pessoas. Um espaço cultural e linguístico formidável, de alcance e projeção universal, que não devemos perder de vista no mundo cada vez mais globalizado dos nossos dias.”

Felipe VI, Rey de España, a Aníbal Cavaco Silva, Presidente de la República Portuguesa, en el primer discurso en el extranjero de su reinado, pronunciado con ocasión de la visita oficial de presentación a Portugal.

Lisboa, 7 de julio de 2014»

Com este texto do Rei Felipe VI começa o estudo Iberofonía y Paniberismo. Definición y articulación del Mundo Ibérico (Descarregar PDF) do politólogo e especialista em Relações Internacionais Frigdiano Álvaro Durántez Prados, (Madrid, 1969), disponibilizado por El Trapezio. Primeira plataforma mediática ibérica

De Carballo a Carvalho lançado na Corunha

«Na passada quinta-feira 12 de novembro foi apresentado no Teatro Colón da Corunha o projeto audiovisual da AGAL “De Carballo a Carvalho. Percurso pola vida e obra de Carvalho Calero”. No colóquio posterior, aberto a muito pouco público com convite devido à emergência sanitária que padecemos, participaram Aser Álvarez, realizador e roteirista, e Pilar García Negro, entrevistada no documentário, para além do presidente da AGAL, Eduardo Maragoto, que se mostrou muito satisfeito polo desempenho da equipa realizadora, pois conseguiu “condensar a vida e o ideário de Carvalho sem perder de vista o objetivo didático e o público juvenil que pretendia atingir”. O presidente da AGAL lembrou algumhas passagens corunhesas da vida juvenil de Carvalho, informaçom que Garcia Negro completou no colóquio lembrando a intensa atividade de conferencista de Carvalho na cidade das Marinhas nos últimos anos da dua vida. A política corunhesa salientou, por outro lado, a pertença de Carvalho à geraçom de “nativos nacionalistas, em feliz expressom de Justo Beramendi” que levantou imensos projetos imprescindíveis para a língua e cultura do país. […]»

Cf. Portal Galego da Língua

Programa da Xunta para honrar a figura de Carvalho Calero

«Este 2020, a RAG acordou honrar co Día das Letras Galegas a Ricardo Carvalho Calero (Ferrol, 1910 – Santiago de Compostela, 1990), de quen a institución salienta o seu compromiso galeguista, que mesmo o levou a sufrir cárcere tras a Guerra Civil; a súa faceta de creador literario nos eidos da poesía, a narrativa e o teatro; o seu labor no campo da historia literaria galega, da que pode considerarse fundador coa monumental Historia da literatura galega contemporánea (1963); o feito de ser o primeiro profesor e catedrático de Lingüística e Literatura Galega; e a influencia, nos últimos anos da súa vida, das súas ideas sobre a lingua propia de Galicia.

Máis información

Programa da Xunta de Galicia para conmemorar o Día das Letras Galegas 2020»

Cf. Observatorio da lingua galega

As universidades que integram o Centro de Estudos Euro-regionais Galiza-Norte de Portugal (CEER), nas quais se inclui a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, do Porto, Minho, Vigo, Corunha, Santiago de Compostela e o Instituto Politécnico do Porto, viram um projeto para melhoria na cooperação universitária, em termos de inclusão social e mobilidade, ser aprovado pela Comissão Europeia

«O Projeto “B-solutions” tem como objetivo central a eliminação de barreiras e obstáculos administrativos no sistema universitário da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, segundo notícia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Em concreto, o que se pretende é pôr termo às barreiras à mobilidade de pessoas com diversidade funcional. Para isso, o projeto prevê a análise dos principais impedimentos, fomentando a inclusão e a mobilidade, ao mesmo tempo que antecipa potenciais vias e mecanismos de solução.

O desenvolvimento do projeto, irá permitir que alunado, docentes, pessoal da administração e serviços, tenham maior facilidade em realizar estadias e deslocações a instituições do outro lado da fronteira, promovendo novas possibilidades de cooperação e garantindo os direitos das pessoas com diversidade funcional […]».

Cf. Portal Galego da Língua

La Voz de Galicia: “A evolución lingüística de Carvalho Calero”

Cf. La Voz de Galicia

«O Día das Letras Galegas honra en Ricardo Carvalho Calero non só a un escritor dunha ampla e variada obra, senón tamén a unha das persoas que máis pensou, estudou e defendeu o idioma. Esta última faceta, a de lingüista, é a que centrou a derradeira sesión do simposio que nas catro últimas semanas lle dedicou a Real Academia Galega ao autor de libros fundamentais para o idioma e o defensor de importantes teses que non estiveron exentas de discusión e polémica.

A directora da Sección de Lingua da RAG, Rosario Álvarez, actuou como moderadora das intervencións arredor das ideas lingüísticas de Carvalho, que definiu como «cambiantes ao longo do tempo», dende unha primeira etapa, cando accede ao posto de profesor universitario, á final, «marcada polo reintegracionismo, afastado do ideario inicial compartido polos seus compañeiros de xeración». Da análise desa primeira etapa ocupouse o académico Henrique Monteagudo, quen abordou o labor de Carvalho como filólogo entre 1950 e 1971 no contexto do grupo da editorial Galaxia e as súas intervencións decisivas na Universidade -no curso 1965/1966 converteuse no primeiro profesor de lingua e literatura galegas- e na propia RAG. Ademais de fixar o canon clásico das letras coa súa Historia da literatura galega contemporánea, Carvalho fixo o «esforzo titánico» de redactar nun tempo récord a Gramática elemental del gallego común, na que defendía «un sistema lingüístico autónomo, unha lingua nacional» e que foi un manual «utilísimo e indispensable para a aprendizaxe dos rudimentos gramaticais do idioma». 

Pola súa banda, o profesor e investigador Serafín Alonso Pintos afondou no modelo de galego desa Gramática, onde se establece «un sutil e criterioso diálogo coa tradición do galego escrito literario». A cuarta edición de 1974 é a máis completa dende o punto de vista científico e nela Carvalho reafírmase «na teoría e na práctica que trazara para o galego literario en 1966». «O seu modelo de galego común, que nun camiño de ida e volta figura agora na gramática co aval da RAG, segue a coincidir co de máis emprego na época. Esta convención, con todo, resultaba cuestionada daquela, entre outros, por quen defendían que os galegos e galegas debiamos tomar o portugués como lingua única de usos cultos e tamén por quen postulaba que aquel modelo de galego literario resultaba artificialmente distante da fala espontánea», explicou.

A derradeira edición da Gramática, de 1979, xa recolle os cambios no pensamento lingüístico de Carvalho, máis próximo xa á ortografía portuguesa. Esa evolución foi analizada por Eduardo Maragoto, presidente da Associaçom Galega da Língua. Xa en 1975 escribira os primeiros de moitos artigos, publicados en La Voz, nos que defendía unha ortografía converxente co portugués. Así, sen ser o único inspirador, Carvalho converteuse «no principal pensador do novo movemento, no seu máis prestixioso divulgador e, tamén, no primeiro que levou á práctica os seus postulados ortográficos nun libro, Problemas da língua», segundo Maragoto. «Carvalho é o gran filólogo desta corrente. El forneceu o lusismo dun corpus teórico elaborado a partir de múltiplas abordaxes», engadiu.»

Cf. A. S, La Voz de Galicia, 30/10/2020

Eduardo Maragoto: “A língua portuguesa tem de ser ensinada, ouvida e lida na Galiza”

«[…] Como pode contribuir a língua portuguesa para a Galiza?

Eduardo Maragoto no Portal Galego da Língua

Nos dias de hoje poucas pessoas defensoras do galego têm dúvida de que é urgente que o português chegue ao ensino na Galiza. Para já, é um recurso desaproveitado pelos galegos e galegas de um ponto de vista sociocultural e económico. Até a direita galega, tradicionalmente desinteressada nesta questão, foi capaz de ver isso quando avançou com a Lei Paz Andrade. Por outro lado, seria vital para o próprio galego, que escamba para o castelhano a graNde velocidade, para reforçar a sua estrutura interna. O contacto com o português permitiria a revalorização do léxico e das estruturas genuínas galegas. Repara, quando eu era criança, os adultos costumavam usar o verbo “brincar” com o mesmo valor que tem em português. Hoje, só três décadas depois, quase toda a gente usa só “jogar” com esse valor, como em castelhano, mesmo nos livros infantis editados para ensinar galego às crianças. Qual foi o problema? A desconexão do português. A língua portuguesa tem de ser ensinada, ouvida e lida na Galiza. É a única forma que eu vejo nos dias de hoje para parar essa deriva. […]»

Cf. Portal Galego da Língua

Cursos grátis a distância em universidades renomadas

Imagem: Adobe Stock

«É possível adquirir novos conhecimentos e incrementar o currículo com cursos das melhores universidades sem precisar se dedicar ao vestibular e sem gastar pequenas fortunas nas instituições particulares renomadas. Universidades reconhecidas no Brasil e no mundo oferecem diversas opções de cursos online grátis, livres e de extensão, com ou sem certificado. É o caso de USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UnB (Universidade de Brasília), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e até internacionais, como Harvard e MIT (Massachusetts Institute of Technology), entre outras […]».

Cf. UOL- Educação

Nace Raposeiras Editorial, sen preconceptos gráficos

Os novos proxectos culturais semellan non esquecer os vínculos naturais entre o galego e o portugués, dun modo útil e libre de preconceptos:

Xirasois Cubistas, 1964 – Marevna

«[…] EDICIÓNS EN DIFERENTES LINGUAS

O noso interese pola edición en diferentes linguas baséase no actual contexto de diglosia. Temos un compromiso co noso idioma, e defendemos a posibilidade de atopar material didáctico e cultural nas diferentes normas do galego, en castelán e en inglés.

Apostamos polo binormativismo

Porque cremos na necesidade de normalizar unha situación que é unha realidade hoxe en día.

Cremos que o galego internacional e o galego RAG deben convivir en igualdade, para iso é preciso a formación e a divulgación da norma AGAL, así coma a súa oficialidade.

Por esta realidade, desde Raposeiras Editorial apostamos por contribuír na divulgación de material didáctico e cultural nas dúas normas […].»

Cf. Wendy Carolina: “Raposeiras vai editar en galego normativo e en reintegrado” (Nós Diario) e web Raposeiras Editorial.