Conclusións do III Congreso de Estudos Internacionais de Galicia “Galicia e a lusofonía diante dos desafíos globais”

«Galiza e a Lusofonia perante os desafios globais”

Ponte Vedra, 27 e 28 de março de 2019

1. Num mundo cada vez mais globalizado e interconectado, as relações históricas da Galiza com Portugal e os territórios intercontinentais de língua oficial portuguesa, situam-nos ante uma oportunidade histórica para a paradiplomacia e ação internacional galega. Os desafios globais do século XXI encontram na nossa língua, e na nossa identidade, ferramentas com capacidade de retorno e criação de oportunidades para a nossa sociedade.

2. Existe uma relação cada vez mais indivisível entre linguagem, economia e comunicação. A interação da linguagem dentro das relações económicas e culturais permite a fluidez da cooperação e o desenvolvimento de projetos conjuntos, sendo um elemento facilitador. A Galiza e o mundo lusófono têm esta vantagem comparativa. A lingua é, portanto, um ativo para as relações comerciais e económicas no mundo de hoje. O III Congresso de Estudos Internacionais da Galiza achegou-se a estas perspetivas com o objetivo de promover uma visão integral.

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O portugués non é lingua estranxeira, por Enrique Sáez Ponte

Considerar o portugués como lingua estranxeira é un grave problema de diagnóstico. A causa disto, a vantaxe de que o galego e o portugués compartan tronco lingüístico estase convertendo nun obstáculo real para o achegamento da xuventude ao emprego da lingua irmá, cando tiña que ser o contrario.

Enrique Sáez Ponte

O portugués debe ser ensinado desde o galego, aínda que iso pete coa divisoria oficial entre linguas, que neste caso concreto é bastante artificial. No sistema educativo español, hai programas de ensino para linguas propias e para linguas estranxeiras. Calquera deles está estruturado nunha serie de cursos que abranguen un período de formación de varios anos, con profesores e orzamentos específicos. Mais aquí temos unha situación moi nosa: o gris existe. O branco ou o negro non nos serven, porque o portugués é unha lingua que poderíamos denominar semipropia; está nunha categoría inexistente na racionalidade legal dos programas educativos.