Colexios galegos e portugueses celebran o ‘Día da Radio’ con emisións en directo e programas sobre diversidade

«Este 13 de febreiro celébrase o Día Mundial da Radio. Coincidindo coa conmemoración, colexios galegos e portugueses levan días traballando nas súas emisoras escolares, que culminarán este xoves con emisións en directo, realización de podcasts e outras actividades, que terán como temática central a ‘diversidade’ en todas as súas manifestacións: diversidade cultural, de xénero, de idades ou de nacionalidades.

A asociación cultural Ponte…nas Ondas! impulsa boa parte destas accións, suxerindo actividades para os centros de ensino de unha e outra banda do Miño. Así, como experiencia de radio interescolar multimedia, proponlles ás escolas que expresen a súa diversidade empregando todas as posibilidades que ofrece a radio en todos os seus xéneros xornalísticos, formatos ( audios, podcasts, vídeos…) e transmisións ( FM, radio online, redes sociais…). O portal Escolas nas ondas transmitirá o 13 de febreiro as producións realizadas polas escolas participantes […].»

Cf. Praza

“Ensinar português na Galiza é um desafio e uma oportunidade”

«Xurxo Fernández Carballido, colaborador deste portal, professor de português e de galego para nom falantes do Centro de Línguas Modernas da Universidade de Santiago de Compostela é autor da tese “O ensino da língua portuguesa na Galiza”, cualificada de sobressaliente cum laudem. Trata-se de umha investigaçom em que analisa a presença do português no sistema educativo primário, secundário, bacharelato, nas escolas oficiais de idiomas e no sistema universitário. Também avalia os materiais empregados e a formaçom dos docentes de português como língua estrangeira. Fruto deste trabalho constata as resistências “institucionais e administrativas para promover o português” na Galiza, em contraposiçom com “o esforço” de outros territórios como a Estremadura, e qualifica como deficitária a presença do português no ensino galego […].»

Cf. Entrevista no PGL

A lusofonía, unha “vantaxe competitiva” para a economía galega

Daniel González Palau e Álvaro Xosé López Mira

“Nun mundo cada vez máis globalizado e interconectado, as relacións históricas de Galicia con Portugal e os territorios intercontinentais de lingua oficial portuguesa sitúannos diante dunha oportunidade histórica”. Esta é unha das principais conclusións recollidas no libro Galicia e a lusofonía diante dos desafíos globais, resultado do III Congreso de Estudos Internacionais de Galicia, que o pasado mes de marzo promoveron na Facultade de Ciencias Sociais e da Comunicación a Área de Ciencia Política e da Administración-Observatorio da Gobernanza G3 e o Instituto Galego de Análise e Documentación Internacional (Igadi). Editado polo Servizo de Publicacións da Universidade de Vigo, o volume reúne as achegas de preto de 20 expertos e expertas de diferentes países e pon o foco na “vantaxe competitiva, empresarial, comercial, cultural, deportiva, social e cooperativa” que para Galicia supón o espazo da lusofonía, unha comunidade integrada por preto de 260 millóns de persoas.

Coordinado polos codirectores do congreso, os investigadores do Observatorio da Gobernanza Celso Cancela e Álvaro Xosé López Mira e o director do Igadi, Daniel González Palau, o volume pon de relevo nas súas conclusións a necesidade de “tomar medidas urxentes para materializar estas vantaxes comparativas”, sinalando como un dos “retos inmediatos” a potenciación do ensino da lingua portuguesa en Galicia.

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Morangos com Açúcar para adoçar o português dos galegos

«[…] “Amorodos com azucre.” Este seria o título da série juvenil portuguesa “Morangos com Açúcar” na língua galega. É com essa informação que arranca a aula de português dada no final do primeiro episódio da série que começou a ser transmitida pela Televisión de Galicia. Com legendas em galego, Morangos Com Açúcar é a primeira ficção transmitida em português no canal. O objectivo é simples: pôr a Galiza a falar português e fortalecer as ligações entre as duas regiões […].»

Cf. Público

Porque querem os galegos ver televisão portuguesa?

Marco Neves

«[…] Este pedido não é novidade: a transmissão das nossas televisões lá por cima está prevista na Lei Paz-Andrade (em galego: «Lei nº 1/2014, do 24 de marzo, para o aproveitamento da lingua portuguesa e vínculos coa lusofonia»), aprovada em 2014 pelo Parlamento da Galiza — por unanimidade! Todos os partidos, da esquerda à direita, concordaram: querem ver televisão portuguesa na Galiza e querem o ensino do português nas escolas galegas. O certo é que a lei não teve muitos efeitos — o que o acordo assinado pelo BNG e o PSOE prevê é a aplicação das normas já aprovadas (o acordo prevê, na sua versão em galego, «facilitar a execución dos acordos do Congreso e do Parlamento galego para a recepción en Galicia das radios e televisións portuguesas»).

Talvez estes pedidos surpreendam muitos portugueses. Mas são naturais. O galego e o português estão tão próximos que, na Galiza, há uma antiga discussão sobre se são ou não a mesma língua. Sejam ou não, o certo é que um galego compreende um português sem grandes dificuldades (principalmente, diga-se, se o português falar um sotaque do Norte). Incentivar o ensino do português e a transmissão das nossas televisões na Galiza permite aos galegos aproveitar a sua própria língua para comunicar com todos os falantes de português, que ainda são uns quantos.

Para nós, é uma surpresa. Mas não devia ser: a nossa língua tem origem no que já se falava no noroeste da Península no momento em que Afonso Henriques se tornou rei de Portugal. Era uma língua que não se chamava português (os falantes chamar-lhe-iam «linguagem») e que se falava no que é hoje a Galiza e o Norte de Portugal […].»

Cf. Certas Palavras ~ Publicação de Marco Neves sobre línguas e outras viagens